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”Drywall” passa a ser usado como mobília

publicado em 28/11/2008 às 0:00 ,
atualizado em 28/11/2008 às 0:00
por Luciana Ackermann | Fonte: O Globo

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Fotos: DivulgaçãoEstante feita em drywall em apartamento

Rio de Janeiro – Após quase uma década do uso do drywall nas construções de estruturas internas, arquitetos, decoradores e designers de interiores também vêm aproveitando a praticidade do material para criar mobílias como estantes, prateleiras, nichos, bancadas e painéis.

A “parede seca”, de chapas de gesso pré-moldadas fixadas em estruturas de aço, pode ser montada no tamanho e o desenho desejado. Em muitos casos, é possível substituir a alvenaria e a marcenaria pelo drywall.

A designer de interiores Lilian Clébicar conta que o material oferece praticidade, rapidez e limpeza durante a obra. Além disso, ainda se ganha espaço, pois uma parede de drywall mede cerca de sete centímetros, já a de alvenaria algo entre 15 centímetros. Ela diz que nos projetos em que a família vive na casa a ser reformada e tem muita pressa para sua conclusão, não pensa duas vezes ao adotar o drywall. Exemplo disso foi um apartamento, onde a arquiteta usou o material para criar duas estantes no quarto do casal, sendo uma delas com bancada, e no rebaixamento no teto da sala.

“Em apenas um dia o profissional fez todas as peças, além do rebaixamento. Se tivesse sido feito em marcenaria demoraria muito mais. O trabalho é realizado durante o dia. Quando o cliente chega à noite, está tudo limpinho. Claro, que depois ainda vem toda a fase do acabamento. Para ter uma idéia, o armário de marcenaria que complementou a bancada demorou 45 dias para ficar pronto”, compara a designer.

Em geral, um projeto em gesso é mais acessível que o de marcenaria. Outra vantagem está na facilidade que o material oferece nos casos de consertos vazamentos, onde não é preciso quebrar as paredes, basta um “rasgo no gesso” para se alcançar a tubulação.

Quarto do bebê, do Casa Cor de Porto Alegre, tem nicho de gesso com bichos de pelúcia

A arquiteta Tanise Bubadra também aponta a rapidez ao usar o material. No Casa Cor de Porto Alegre, Tanise e outras duas profissionais assinaram o Quarto do Bebê, que contou com um nicho lúdico criado a partir do drywall que recebeu papel de parede na área externa. O branco foi mantido na parte interna que recebeu pontos de iluminação e bichinhos de pelúcia.

“É uma ótima alternativa que dispensa as quebradeiras de uma obra. Dá para tirar muito proveito dele. Oferece flexibilidade de layout, resistência e não deixa entulho. Mas é preciso ter cuidado para não colocar peso. Caso contrário, deve ser bem estruturado com madeira”, explica a arquiteta.

Na parte interna das placas, o projeto pode conter fiação elétrica, tubulação hidráulica, cabeamento de computadores. Na externa, pode receber qualquer tipo de acabamento e pintura.

Estante de drywall

Até o fim de 2008, a Associação Brasileira dos Fabricantes de Chapas para Drywall projeta alta de 25% na venda do material. Além de toda praticidade, o material ainda oferece vantagens ecológicas em relação à alvenaria. Além de não utilizar água, ele reduz a produção de entulho da obra. Günter Leitner, presidente da Knauf do Brasil, referência em sistemas de construção a seco, afirma que houve, nos últimos cinco anos, crescimento de 90% do uso do material no Brasil. Segundo o fabricante, o gesso ainda tem uma propriedade natural de regular o grau de umidade em equilíbrio.

publicado em 14/05/2012 �s 14:37,
atualizado em 16/05/2012 �s 16:49
por Raiane Nogueira | Fonte: Jornal Extra

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